Mais mulheres no poder: brasileiras famosas se unem para atrair mulheres para a política

Como pode o Brasil ter 52% do eleitorado feminino e ter pouquíssimas mulheres no poder, em cargos eletivos? Hoje temos apenas 2 mulheres governadoras nos 27 estados. Nos 5.569 municípios, apenas 727 são prefeitas (13% do total). No Congresso Nacional elas representam 18%: dos 594 parlamentares só 107 são mulheres. Entre os vereadores eleitos, elas também somam apenas 18% do total. Mais de 81%s são homens.
E o que fazer para virar esse jogo? A menos de um ano das eleições, brasileiras famosas vão se reunir para discutir como incentivar uma participação maior de mulheres na política nacional. Elas se reúnem nesta segunda-feira (24), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a rodada de conversas:
“Democracia: substantivo feminino”. Entre elas estarão a cantora Fafá de Belém, a atriz Denise Fraga, a ministra de Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, que já confirmaram presença.
Mais mulheres no poder
Preocupada com a pouca presença feminina na política brasileira, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, organizou pessoalmente o debate e mandou abrir o evento a todas e a todos que se interessem pelo tema. A intenção é ouvir mulheres consagradas sobre dificuldades, possibilidades e obstáculos que impedem a igualdade de gênero no poder do país.
As discussões ocorrem a menos de um ano das eleições de outubro de 2026 para presidente da República, vice-presidente, governador (a), senador (a) e deputados (as) federais. Única mulher no Supremo Tribunal Federal (STF), mais alta Corte do país, Cármen Lúcia sabe exatamente o desafio que é ampliar os espaços para as mulheres na esfera do poder e na política.
“Em períodos eleitorais, a violência contra a mulher escancara-se ainda mais nos processos políticos. Às vésperas de novas eleições gerais, é imperativo que a Justiça Eleitoral ouça a sociedade e promova estratégias para enfrentar a violência que as mulheres sofrem ao se candidatar a cargos políticos. É necessário estimular e ampliar a representatividade feminina nos cargos de poder”, disse a ministra, que fará a abertura do encontro.
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Realidade social
A ministra espera que a igualdade entre mulheres e homens seja mais do que um princípio constitucional escrito, tornando-se um dado da realidade social, política e econômica.
“Ampliar a participação feminina na política não é concessão, é condição para que a igualdade prevista na Constituição se cumpra e transpareça, segundo a vontade livre de cada eleitora e eleitor, nos votos, nos cargos e na voz democrática da sociedade. Afinal, sem a igual dignidade de todas as pessoas, não há democracia plena.”
Programação das rodas de conversa
O encontro, aberto ao público, reunirá mulheres de diferentes áreas, que vão compartilhar histórias e perspectivas, além de discutir desafios e caminhos para a efetividade da igualdade, com foco nas ações afirmativas e no enfrentamento à violência de gênero.
Nesta segunda-feira, serão três rodas de conversa com personalidades de destaque.
A primeira delas, “Conceitos e preconceitos explícitos e ocultos: novas ações afirmativas possíveis”, com a participação da ministra Macaé Evaristo, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e da jornalista Flávia Oliveira.
Na sequência, o tema “Democracia e violências: atitudes e platitudes sociais” será debatido pela atriz e escritora Maria Ribeiro, pela cantora Fafá de Belém e pela empresária Luiza Trajano.
Encerrando o evento, a roda de conversa “Consenso de gerações: democracia e liberdade sem idade – passado, presente e futuros” reunirá a atriz Denise Fraga, a presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, Lúcia Braga, a jornalista Basília Rodrigues e a líder indígena Thaís Pitaguary.
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