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Mattel lança a 1ª Barbie com autismo e aposta na diversidade; veja como ela é

Monique de Carvalho
13 / 01 / 2026 às 11 : 47
A Barbie com autismo vem com acessórios sensoriais e ajustes no design do corpo e do vestuário da boneca lançada pela Matell. - Foto: divulgação
A Barbie com autismo vem com acessórios sensoriais e ajustes no design do corpo e do vestuário da boneca lançada pela Matell. - Foto: divulgação

A Mattel anunciou nesta segunda-feira (12) o lançamento da primeira Barbie com autismo. A boneca passa a integrar a linha Barbie Fashionista, que reúne modelos com diferentes características físicas e condições de saúde.

O novo produto chama atenção pelos detalhes pensados para representar algumas vivências associadas ao autismo, como acessórios sensoriais e ajustes no design do corpo e do vestuário.

A iniciativa foi desenvolvida em colaboração com a Autodefensoria Autista (ASAN). O lançamento foi uma ideia da empresa para que mais crianças se reconheçam nas bonecas disponíveis no mercado.

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Barbie com TEA

A Barbie com autismo chega às lojas quase seis meses após o lançamento da Barbie com diabetes tipo 1, que teve boa aceitação comercial e chegou a esgotar em alguns mercados. Ambos os produtos fazem parte de uma série de lançamentos voltados à inclusão.

Segundo a Mattel, a proposta é representar diferentes realidades sem criar um padrão único. A empresa afirma que a diversidade de bonecas busca refletir a variedade de experiências existentes entre crianças.

A linha Barbie Fashionista já reúne modelos com diferentes tons de pele, tipos de corpo, deficiências físicas e condições de saúde, como vitiligo e uso de próteses.

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Design

O design da nova Barbie inclui detalhes pensados para representar algumas formas pelas quais pessoas com autismo podem interagir com o ambiente. Um dos exemplos é o olhar levemente direcionado para o lado, em referência ao fato de algumas pessoas no espectro evitarem contato visual direto.

A boneca também possui cotovelos e punhos totalmente articuláveis, permitindo movimentos repetitivos. Esses movimentos são associados, em alguns casos, à autorregulação sensorial ou à expressão de emoções.

De acordo com a Mattel, as escolhas de design não pretendem representar todas as pessoas com autismo, mas sim algumas características observadas em parte do espectro.

Experiência sensorial

Entre os acessórios que acompanham a boneca estão um fidget spinner rosa, um tablet e fones de ouvido com redução de ruído, todos em versão de brinquedo. Os itens fazem referência a recursos frequentemente utilizados para lidar com estímulos sensoriais.

Os fones simulam dispositivos usados para reduzir sons externos, o que pode ajudar em situações de sobrecarga sensorial. Já o fidget spinner é apresentado como um objeto que auxilia na concentração e no controle do estresse.

O vestuário também foi pensado com esse cuidado. O vestido roxo, com mangas curtas e saia fluida, busca reduzir o contato excessivo do tecido com a pele. Os sapatos de sola plana representam calçados voltados à estabilidade e ao conforto.

Parcerias 

A criação da Barbie com TEA contou com a colaboração da Autodefensoria Autista (ASAN), organização que atua na defesa dos direitos de pessoas autistas. Segundo a empresa, a parceria ajudou a orientar escolhas visuais e conceituais do produto.

Em comunicado, Jamie Cygielman, diretora global de bonecos da Mattel, afirmou que a marca busca refletir o mundo vivido pelas crianças. Para ela, a inclusão nas prateleiras de brinquedos amplia o entendimento sobre representatividade.

A Mattel também destaca que a linha não pretende substituir outras formas de representação, mas somar opções dentro do universo da marca.

Debate sobre representatividade e estereótipos

A organização britânica Ambitious about Autism comentou o lançamento em entrevista ao jornal The Guardian. Para a instituição, o produto não deve ser visto como uma representação única de pessoas com autismo.

A CEO do grupo, Jolanta Lasota, afirmou que, teoricamente, qualquer Barbie poderia ser considerada autista, já que o espectro não possui uma única forma de expressão. Segundo ela, a importância do lançamento está na visibilidade e na ampliação do debate sobre diversidade.

A entidade avalia que a presença de uma boneca com essas características pode ajudar a normalizar diferentes experiências, desde que não seja entendida como um modelo padrão.

Histórico de diversidade na linha Barbie

Ao longo dos últimos anos, a Mattel tem ampliado a diversidade entre suas bonecas. Entre os lançamentos estão modelos com vitiligo, cadeiras de rodas, próteses, ausência de cabelo e, mais recentemente, diabetes tipo 1.

A Barbie com autismo se soma a esse conjunto de iniciativas, mantendo a proposta de oferecer maior variedade de representações no universo dos brinquedos.

Com o novo lançamento, a empresa reforça uma estratégia já adotada, sem alterar o posicionamento tradicional da marca no mercado.

Veja outras fotos aqui:

A Barbie com autismo vem com acessórios sensoriais e ajustes no design do corpo e do vestuário da boneca lançada pela Matell. - Foto: divulgação
A Barbie com autismo vem com acessórios sensoriais e ajustes no design do corpo e do vestuário da boneca lançada pela Matell. – Foto: divulgação
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