Plataforma brasileira de educação para autistas ganha prêmio nos Emirados Árabes

Uma plataforma criada no Espírito Santo, voltada à educação inclusiva e ao desenvolvimento de crianças autistas e outras neurodivergências, conquistou um dos principais prêmios internacionais de sustentabilidade. A startup Jade venceu o Prêmio Zayed de Sustentabilidade, dos Emirados Árabes Unidos, na categoria Saúde.
O reconhecimento foi entregue nesta terça-feira (13), durante cerimônia realizada no país árabe. Além do troféu, a empresa recebeu um prêmio de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,3 milhões, destinado a ampliar o alcance da tecnologia desenvolvida no Brasil.
A premiação chama atenção por mostrar como soluções criadas em escala local podem ganhar espaço em diferentes sistemas educacionais ao redor do mundo, com foco em inclusão e políticas públicas.
Reconhecimento internacional
A Jade foi premiada pelo impacto das soluções voltadas à educação neurodivergente. O Prêmio Zayed de Sustentabilidade é considerado uma das principais iniciativas globais de incentivo a projetos com resultados sociais mensuráveis.
O fundador da startup, Ronaldo Cohin, recebeu o prêmio das mãos do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed Bin Zayed Al Nahyan. Segundo ele, o valor será utilizado para ampliar o impacto da plataforma em outros países.
“Atualmente, a Jade atua próxima ao poder público, especialmente em escolas públicas”, explica Ronaldo, ao Gazeta.
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Atuação no Brasil e no exterior
Hoje, a tecnologia da Jade impacta aproximadamente 200 mil crianças em 179 países. No Brasil, a startup está presente em aproximadamente 650 escolas, além de instituições no Reino Unido, em Portugal e nos Emirados Árabes.
A empresa mantém parcerias com redes públicas de ensino em cidades como Vitória e Vargem Alta, no Espírito Santo, além de Resende, no Rio de Janeiro, e Aracaju, em Sergipe. O modelo prioriza o apoio a professores e gestores escolares no acompanhamento do desenvolvimento infantil.
A proposta é oferecer dados e ferramentas que ajudem a personalizar a aprendizagem de crianças com diferentes perfis cognitivos, sempre integradas ao cotidiano das escolas.
Origem da plataforma
A Jade foi criada em 2018 a partir da vivência pessoal do fundador. Ronaldo Cohin relata que, ao acompanhar o desenvolvimento do filho Lucas, autista, percebeu limites nos modelos tradicionais de avaliação e acompanhamento educacional.
“O que começou como uma busca pessoal por respostas acabou se transformando em uma empresa de tecnologia com impacto em larga escala”, afirma.
Durante a cerimônia do prêmio, Ronaldo subiu ao palco ao lado do filho e de uma estudante dos Emirados Árabes que utiliza a tecnologia da Jade. Para ele, o momento simbolizou a conexão entre experiência pessoal, política pública e impacto coletivo.
Soluções desenvolvidas pela Jade
A startup capixaba desenvolveu diferentes ferramentas voltadas à educação inclusiva e ao diagnóstico precoce. Entre elas estão:
- Jade App: plataforma educacional com jogos e atividades voltadas a crianças e adolescentes com autismo, dislexia, TDAH e outras neurodivergências, com foco em habilidades cognitivas, emocionais e sociais.
- Jade Edu: sistema que apoia professores no acompanhamento do desempenho e na definição de abordagens pedagógicas mais adequadas para cada estudante.
- Jade Astea: tecnologia que utiliza rastreamento ocular e inteligência artificial para identificar sinais iniciais que podem indicar autismo ainda no ambiente escolar.
As ferramentas são utilizadas como apoio, sem substituir avaliações clínicas, e fazem parte de um ecossistema integrado à rotina educacional.
Próximos passos e expansão global
Com o prêmio, a Jade pretende ampliar a atuação internacional de forma gradual. Os planos incluem fortalecer pesquisas clínicas e educacionais, expandir parcerias com governos e sistemas públicos e acelerar o desenvolvimento tecnológico da plataforma.
“Queremos que a Jade seja uma referência mundial em soluções baseadas em evidência para o desenvolvimento de crianças neurodivergentes, mantendo o aspecto humano no centro da tecnologia”, afirma Ronaldo.
A estratégia, segundo ele, é crescer com responsabilidade, mantendo a proximidade com educadores, famílias e gestores públicos.
Mudança para os Emirados Árabes
Além da atuação internacional, a Jade também amplia a presença física no Oriente Médio. Ronaldo e a família estão de mudança para os Emirados Árabes, onde a empresa já desenvolve projetos, especialmente em Abu Dhabi.
De acordo com o fundador, a decisão envolve tanto aspectos estratégicos quanto simbólicos. O país oferece, segundo ele, um ambiente institucional que valoriza inovação com impacto social e visão de longo prazo.
“Hoje, atuamos tanto no Brasil quanto nos Emirados, com projetos em escolas públicas e parcerias institucionais. A mudança definitiva da família está prevista para 2026”, explica.
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