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Filho de baiana de acarajé é aprovado em Medicina na USP e UFBA

Monique de Carvalho
09 / 02 / 2026 às 07 : 46
Filho de um soldador e uma baiana de acarajé, Davi foi aprovado em Medicina na USP e na UFBA. - Foto: arquivo pessoal
Filho de um soldador e uma baiana de acarajé, Davi foi aprovado em Medicina na USP e na UFBA. - Foto: arquivo pessoal

Uma conquista de se orgulhar! Filho de baiana de acaraje, Davi Rocha, de 19 anos, comemorou com muita alegria a aprovação no curso de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O resultado foi divulgado após a chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026.

Estudante do Colégio Estadual Professora Nadir Araújo Copque, em Arembepe, no município de Camaçari, o estudante concorreu às vagas destinadas a alunos que cursaram todo o Ensino Médio em escola pública. Na UFBA, Davi alcançou o primeiro lugar na modalidade LI-EP, que não estabelece recorte de renda.

A aprovação ocorreu após um ano de preparação independente, sem o auxílio de cursinhos. Davi conta que usou todo o conhecimento que obteve na escola e organizou uma rotina de estudos intensa.

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Aprovação

Na Universidade Federal da Bahia, Davi garantiu vaga por meio da modalidade LI-EP, destinada exclusivamente a estudantes oriundos de escolas públicas.

A categoria não considera renda familiar, mas exige que toda a formação no Ensino Médio tenha ocorrido na rede pública.

O curso de Medicina da UFBA é tradicionalmente um dos mais concorridos da instituição. Além dessa aprovação, o estudante também foi selecionado para Medicina na USP.

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Preparação para o Enem

Davi concluiu o Ensino Médio em 2024. No primeiro ano em que realizou o Enem com foco no curso de Medicina, a pontuação não foi suficiente para alcançar a nota de corte.

Durante todo o ano de 2025, ele organizou uma rotina diária de estudos, utilizando materiais disponíveis e revisando conteúdos que aprendeu na escola. Segundo o próprio estudante, a base construída na escola pública foi fundamental para sustentar o período de preparação.

A estratégia incluiu constância nos estudos e atenção à organização do tempo, já que não tinha condições de custear um cursinho preparatório.

Interesse pela Medicina

O interesse pelo curso de Medicina surgiu ainda na escola. A escolha, segundo Davi, esteve relacionada ao desafio intelectual da área e à possibilidade de aprendizado contínuo.

“Queria uma profissão que me desafiasse e me fizesse evoluir sempre. A Medicina me motiva a estudar, pesquisar e ir além”, disse ao Governo da Bahia.

Além do estudo, Davi também praticava atividades físicas e ajudava a mãe na venda de acarajé. Segundo o jovem, isso ajudava a relaxar mais a mente dele.

Avaliação da escola

Na escola onde concluiu o Ensino Médio, o desempenho de Davi sempre foi visto como consistente. A diretora Guilhermina Silva Souza destacou o perfil do estudante durante o período em que esteve matriculado.

“Davi sempre foi dedicado e tranquilo. A aprovação em Medicina, um curso tão concorrido, reflete o esforço pessoal, o apoio familiar e o trabalho da escola pública, que forma jovens capazes de transformar a própria realidade e a da comunidade”, disse.

A instituição acompanha a aprovação como parte do histórico de ex-alunos que ingressam no ensino superior por meio das políticas de acesso voltadas a estudantes da rede pública.

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