Brasil terá novo equipamento de alerta e mutirão para prender mil agressores de mulher; vídeo

O Brasil lançou uma ofensiva nacional contra o feminicídio e para prender agressores de mulher. Mulheres ameaçadas vão receber um equipamento eletrônico, ligado à tornozeleira eletrônica do agressor, que apita sempre que ele se aproximar do local onde ela está. Esse aviso será em tempo real para que a mulher possa denunciar ou pedir ajuda rapidamente.
O anúncio do novo sistema de monitoramento foi feito na semana do Dia da Mulher pela ministra Gleisi Hoffmann, Secretária de Relações Institucionais do governo federal. Ela mostrou que mulher ameaçada vai receber uma espécie de relógio inteligente que estará conectado com tornozeleira eletrônica do agressor.
“Hoje os agressores usam tornozeleira eletrônica, mas as mulheres não têm nenhum mecanismo de monitorar os agressores. Elas não sabem se eles estão chegando, aonde eles estão, como é que faz. Então nós estamos fazendo um pacote tecnológico que vai ser iniciado agora no mês de março, com a compra disso. E o governo federal vai oferecer isso para que os estados mudem o monitoramento em relação aos agressores de mulheres. E para que ela possa também ter esse monitoramento. Se ela vê que o agressor está se aproximando, ela pode acionar a ajuda ou o botão do pânico ou telefonar. Chama alerta mulher segura”; explicou a ministra.
Cumprir mil mandados de prisão
O equipamento será comprado pelo governo federal e enviado aos estados para que eles ofereçam essa proteção tecnológica às mulheres em situação de violência.
Outra medida será uma operação nacional para cumprimento de mandados de prisão de agressores. “São mais de mil mandados de prisão expedidos que têm que ser cumpridos, ou seja, agressores que têm que ser presos”.
O governo também quer unificar as informações em todo o Brasil para poder agir com eficiência: “Hoje a gente não tem protocolos padronizados. Cada estado tem o seu jeito de agir e a gente precisa padronizar isso pra gente nacionalmente poder acompanhar”, afirmou a ministra.
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Delegacias 24 horas
Além disso, a ofensiva nacional contra crimes de violência de gênero prevê que delegacias de proteção à mulher funcionem 24 horas por dia.
E isso deve acontecer inclusive nos finais de semana, como pontuou a ministra:
“Fazer com que as delegacias de atendimento especializado à mulher – e aonde não tiver sejam criadas salas reservadas de atendimento – atendam por 24 horas em todos os estados. Não dá pra gente ter delegacia da mulher ou não ter atendimento especializado nos finais de semana ou a noite que, aliás, são exatamente os horários, onde a gente tem a maior incidência de violência”.
Brasil bateu recorde de feminicídios
Em 2025, o Brasil bateu novo recorde histórico, com 1.568 mulheres vítimas de feminicídio. O aumento foi 4,7% em relação a 2024.
Isso significa que em média, 4 mulheres são assassinadas por dia por razões de gênero, ou seja, só porque são mulheres.
- 62,6% das mulheres mortas eram negras
- O autor do crime, 8 em cada 10 casos foi o parceiro ou ex-parceiro íntimo
- 64% das vítimas foram mortas dentro de casa
- 86% delas não tinham medida protetiva de urgência ativa no momento do crime
Atendimento psicológico
Para as que escaparam da violência, a ministra anunciou ajuda psicológica
“Também vamos começar agora em março atendimentos psicológicos para saúde mental de mulheres em situação de violência. A previsão do Ministério da Saúde é que 3,5 milhões de atendimentos vão ser feitos a partir de agora”.
Assista ao vídeo da ministra explicando a ofensiva nacional contra o feminicídio:
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