Menino de 12 anos faz vestibular para treinar e é aprovado em Matemática na UERJ

Um menino de 12 anos, ainda no ensino fundamental, foi aprovado no curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) após participar do vestibular como forma de treino. Bernardo Vinício Manfredini decidiu fazer a prova por curiosidade, interessado em entender como funciona o processo seletivo de uma universidade pública.
A inscrição foi feita com apoio da família, depois que ele disse que queria testar os próprios conhecimentos em um desafio diferente da rotina escolar. O vestibular da UERJ é dividido em duas etapas, com questões objetivas na primeira fase e provas discursivas específicas na segunda, além da redação. E ele foi bem nas duas!
Mesmo sem a intenção de ingressar na universidade neste momento, o resultado chamou atenção. Bernando conseguiu um feito incrível, em uma prova prova direcionada a candidatos que já concluíram séries muito mais avançadas. Um gênio!
Participação teste
A decisão de fazer o vestibular partiu do próprio estudante, que queria conhecer o formato da prova e o nível de exigência. Após verificar que a inscrição era possível, a família optou por seguir com a ideia.
“No início, era só por diversão mesmo, para ver como funcionava todo o processo”, disse o estudante em entrevista ao Terra.
Ao longo da primeira fase, ele resolveu as questões que conseguia, com tranquilidade, e percebeu que tinha condições de avançar. A classificação para a segunda etapa veio quase como uma extensão dessa curiosidade inicial.
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Desempenho nas provas específicas
Na fase discursiva, Bernardo fez provas de Matemática e Física, áreas com as quais já tem familiaridade. Ele explica que encarou as questões de forma parecida com as olimpíadas do conhecimento, competições das quais participa há alguns anos.
“Quando peguei o exame, vi que conseguia resolver as questões. Fiz as que eu conseguia e passei para a segunda fase”, afirmou.
Sobre a prova de Física, ele reconhece que encontrou mais dificuldade, principalmente por ainda não ter estudado todos os conteúdos cobrados. Mesmo assim, conseguiu avançar e garantir a aprovação no curso de Matemática.
Testar para aprender
Apesar do resultado, a família mantém o plano inicial de não antecipar a entrada no ensino superior. A experiência foi pensada como uma forma de preparação, sem pressa.
A mãe, Luzia de Fátima Manfredini, acompanhou de perto todo o processo e descreve a vivência como algo positivo para o desenvolvimento do filho. “Foi muito gostoso viver esse processo com ele, o Bernardo estava feliz em fazer e a gente podia apoiar”, disse.
Segundo ela, o contato com o vestibular ajudou a apresentar aspectos importantes, como controle do tempo, organização e o próprio ambiente da prova.
Interesse por Matemática desde a infância
Bernardo nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo, e atualmente vive em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Desde pequeno, já demonstrava atenção especial aos números.
A mãe lembra de situações do cotidiano em que ele se interessava por sequências numéricas e observava padrões nas ruas. “Ele prestava atenção em placas, nos números das casas, percebia quando aumentavam ou diminuíam”, recorda.
Na escola, esse interesse foi identificado logo nos primeiros anos. Professores passaram a incentivar o aprendizado com materiais adicionais, respeitando o ritmo e a curiosidade do garotinho.
Depois do vestibular, Bernardo voltou às questões que não conseguiu resolver durante a prova. A ideia era entender melhor os conteúdos e seguir avançando.
“As questões que eu não consegui fazer, depois fui estudar para aprender um pouco mais”, contou.

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