Só Notícia Boa
Comercial

Escola inteira aprende língua de sinais para que aluno surdo nunca se sinta sozinho

Monique de Carvalho
10 / 04 / 2026 às 13 : 08
A escola inteira decidiu aprender língua de sinais só para que um menino surdo não se sentisse só - Foto: CBS
A escola inteira decidiu aprender língua de sinais só para que um menino surdo não se sentisse só - Foto: CBS

Quando as pessoas se unem, o resultado é sempre algo muito lindo, não é? Dessa vez, uma escola pública inteira aprendeu a Língua de Sinais para conseguir se comunicar com um menino surdo e não deixar que ele se sinta sozinho.

A mudança começou dentro da sala de aula e, pouco a pouco, envolveu toda a comunidade escolar. Ben O’Reilly, de 7 anos, está no primeiro ano da Campton Elementary School e também tem outras necessidades educacionais. Antes disso, a comunicação com colegas e professores era limitada, já que ele é o único aluno surdo do distrito.

Com a iniciativa, alunos, professores e funcionários passaram a aprender a língua de sinais de forma coletiva. O aprendizado foi incorporado à rotina e hoje aparece em diferentes momentos da vida escolar, dentro e fora da sala de aula.

Comercial

Primeiros sinais

A mudança começou de forma simples, a partir da iniciativa de alguns alunos que decidiram aprender sinais básicos para conseguir conversar com o colega.

Entre eles está Reid Spring, que explicou que a ideia surgiu da vontade de incluir o amigo nas brincadeiras e atividades do dia a dia. Com poucos gestos, a comunicação começou a acontecer.

Outros estudantes passaram a se interessar e, em pouco tempo, o que era uma tentativa isolada virou um esforço coletivo dentro da turma.

Leia mais notícia boa:

Aprendizado se espalhou pela escola

O envolvimento dos alunos chamou a atenção de professores de outras séries, que também decidiram aprender. A escola passou a incentivar o uso da língua de sinais em diferentes espaços.

A prática foi ganhando espaço nas aulas, nos corredores e até nos momentos de recreação. Mesmo quando o aluno não está presente, o uso dos sinais continua, como forma de manter o aprendizado ativo.

Com isso, a língua de sinais deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a fazer parte da convivência escolar.

Um cenário com poucas alternativas

A situação também reflete uma característica do estado de New Hampshire, Estados Unidos, que não possui uma escola específica para estudantes surdos. Nesse contexto, alunos com deficiência auditiva frequentam o ensino regular.

No distrito onde a escola está localizada, Ben O’Reilly era o único aluno surdo. Fora o acompanhamento de uma auxiliar, havia poucas possibilidades de comunicação direta.

Segundo a assistente Cheryl Ulicny, ele tinha dificuldade para criar vínculos no ambiente escolar, o que acabava limitando a interação com colegas e professores.

Comunicação no dia a dia

Com a adoção da língua de sinais, a rotina mudou. A comunicação começou a acontecer com mais frequência, em diferentes situações do cotidiano escolar.

Familiares do estudante, como Etta O’Reilly e Marlaina O’Reilly, afirmaram que perceberam a diferença na experiência vivida por ele na escola.

Atualmente, quase todos na escola conhecem ao menos o básico da língua de sinais.

Comercial
Notícias Relacionadas
Comercial
Últimas Notícias
Comercial
Mais Lidas
Comercial
Mais Notícia Boa
Comercial
Escola inteira aprende língua de sinais para que aluno surdo nunca se sinta sozinho | Só Notícia Boa