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Garota que recebeu coração transplantado agradece ao doador na festa de 15 anos

Monique de Carvalho
20 / 04 / 2026 às 09 : 38
A menina, que teve o coração transplantado, fez questão de homenagear o doador na festa de 15 anos dela - Foto: arquivo pessoal
A menina, que teve o coração transplantado, fez questão de homenagear o doador na festa de 15 anos dela - Foto: arquivo pessoal

Um vídeo cheio de emoção e gratidão viralizou nas redes sociais, nos últimos dias. A cena foi gravada durante uma festa de 15 anos em Belo Horizonte. Nele, a jovem Maria Alice Camargos, que teve um coração transplantado, fez questão de agradecer ao doador que salvou a vida dela. E foi lindo de se ver!

O vídeo passou a ser compartilhado nas redes sociais, principalmente por páginas ligadas à saúde pública em Minas Gerais, para ajudar a explicar, de forma simples, como a doação de órgãos impacta a vida de quem precisa.

Durante o discurso, Maria Alice comentou que a comemoração tinha um significado que ia além da própria festa. Segundo ela, aquele momento também só foi possível por causa da doação que recebeu anos antes.

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Discurso emocionante

A festa aconteceu no dia 21 de março, com família e amigos. Em determinado momento, Maria Alice pediu a palavra e começou a falar.

Ela comentou que, há alguns anos, não sabia se chegaria aos 15 anos para comemorar daquele jeito. E então fez um agradecimento direto.

“Essa festa não é só para mim, mas para meu doador também”, disse.

Segundo a mãe, Tatiana Camargos, o discurso não estava planejado. “A ideia partiu dela. Nem eu e nem o pai sabíamos que ela ia falar. Foi uma surpresa”, contou ao G1.

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Diagnóstico ainda na infância

A história começa alguns anos antes. Maria Alice foi diagnosticada aos cinco anos com miocardiopatia restritiva, uma doença que afeta o funcionamento do coração.

Antes de fechar o diagnóstico, ela já apresentava sinais como falta de ar, cansaço frequente, palidez e batimentos acelerados. Depois da confirmação, a família decidiu buscar tratamento especializado.

Foi aí que veio a mudança para São Paulo, onde ela passou a ser acompanhada por uma equipe médica no Instituto do Coração.

Espera pelo transplante

Ela entrou na fila de transplante em 2016. A cirurgia aconteceu no ano seguinte, depois de cerca de um ano de espera.

Nesse período, a rotina foi de acompanhamento constante, sem previsão exata de quando o órgão chegaria. Após o transplante, a família continuou em São Paulo por mais dois anos, para garantir o acompanhamento mais próximo.

Hoje, mesmo morando em Belo Horizonte, eles ainda mantêm essa ligação com a equipe médica.

“A gente vai para São Paulo mais ou menos três vezes por ano para consultas e ajustes de medicação”, explicou a mãe.

Vontade de homenagear doador

Segundo Tatiana, desde cedo Maria Alice soube da própria condição e da importância do transplante.

Esse entendimento foi sendo construído com o tempo. Não foi algo explicado de uma vez só, mas ao longo dos anos, conforme ela crescia.

“Ela sempre teve esse sentimento de gratidão. Quando fez 13 anos, já tinha escrito uma homenagem ao doador e publicado nas redes sociais”, contou.

Debate sobre doação de órgãos

Depois que o vídeo do discurso começou a circular, ele passou a ser usado também para reforçar a importância da doação de órgãos.

Para a família, esse tipo de repercussão ajuda a tornar o assunto mais conhecido.

“Quando a gente entrou nesse processo, não sabia muito sobre doação. Informação faz diferença para que mais pessoas considerem essa possibilidade”, disse Tatiana.

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