Primeiro porco clonado do Brasil é doado ao SUS para transplantes

O primeiro porco clonado do Brasil foi doado ao Sistema Único de Saúde (SUS), pelos criadores da pesquisa, ligados à Universidade de São Paulo (USP).
Esse tipo de pesquisa está dentro do campo do xenotransplante, que estuda a possibilidade de usar órgãos de animais em humanos. A ideia é ajudar a reduzir a falta de órgãos para transplante no Brasil.
O porco nasceu no fim de março, em um laboratório em Piracicaba (SP). Para os pesquisadores, esse nascimento mostra que a técnica está funcionando e pode avançar nos próximos anos.
Como foi feito o clone
O animal nasceu com 1,7 kg, depois de quase quatro meses de gestação. Todo o processo aconteceu no Instituto de Zootecnia da Apta.
Segundo os cientistas, essa etapa é uma das mais difíceis, porque envolve criar e desenvolver embriões em laboratório até que eles consigam se formar corretamente.
A equipe informou que o porco está saudável. Com isso, outros embriões já estão sendo preparados para novas tentativas.
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Quem está por trás do projeto
O estudo é feito pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), criado em 2022 com apoio da FAPESP.
O grupo reúne pesquisadores de várias áreas, como medicina e genética. Entre eles estão nomes como Silvano Raia, Mayana Zatz e Jorge Kalil.
Em nota, a equipe explicou que o trabalho é de longo prazo e depende de várias etapas até chegar ao uso em pacientes.
Mudanças genéticas para evitar rejeição
Para que os órgãos do porco possam ser usados em humanos, foi preciso mexer no DNA do animal.
Os cientistas usaram uma técnica chamada CRISPR, que permite editar genes com precisão. Eles desligaram três genes do porco que causam rejeição e adicionaram sete genes humanos.
Essa combinação ajuda o corpo humano a aceitar melhor o órgão transplantado. Mesmo assim, esse ainda é um dos maiores desafios da pesquisa.
Onde esses animais vão ficar
Os porcos clonados serão criados em locais com controle rigoroso de higiene e segurança.
Um dos laboratórios fica dentro da USP e foi inaugurado em 2024. Outro funciona no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Esses espaços foram preparados para garantir que os animais fiquem livres de doenças, o que é essencial para qualquer uso médico no futuro.
Possível uso no SUS
A ideia é que, no futuro, órgãos como rim, coração, córnea e pele possam ser usados em transplantes.
Esses tipos representam a maior parte da demanda no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, o SUS já é responsável pela grande maioria dos transplantes feitos no Brasil.
Se a pesquisa avançar, a proposta é ampliar o acesso a esse tipo de tratamento dentro da rede pública.
Ainda não pode ser usado em pessoas
Apesar do avanço, os pesquisadores deixam claro que o uso em humanos ainda não começou.
Outros países, como Estados Unidos e China, já têm estudos em andamento nessa área, mas tudo ainda está em fase de testes.
Segundo a equipe brasileira, os próximos passos envolvem garantir que o procedimento seja seguro antes de qualquer aplicação em pacientes.

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