Ônibus exclusivos para mulheres, com motoristas femininas, deu certo em Maceió: pioneira

Que avanço importante. Os ônibus exclusivos para mulheres, com motoristas femininas e botão de pânico, deram certo em Maceió, a primeira capital brasileira a adotar esse modelo como política pública permanente contra o assédio de passageiras nos coletivos.
O programa Massa Mulher, lançado há pouco mais de 2 meses, teve uma forte aprovação popular na capital de Alagoas, onde as mulheres representam 60% do total de usuários do sistema de transporte coletivo. As quatro linhas abertas exclusivamente para o público feminino tiveram 8 mil embarques logo na primeira semana e a prefeitura investiu em tecnologia.
Quando o botão de pânico é apertado, o dispositivo comunica imediatamente a polícia, em tempo real. Os ônibus rosa, como são conhecidos, também têm ar-condicionado (“Geladão”), entradas USB e espaço para cadeirantes.
Como funciona
O serviço funciona nos dias úteis. Leva e traz passageiras de bairros para o centro da cidade. O valor da passagem é exatamente o mesmo do transporte convencional da cidade:
Com cartão Vamu Cidadão: R$ $3,49, pagamento no crédito ou débito (aproximação): R$ $4,00 e estudantes têm Passe Livre utilizando o cartão Vamu Escolar.
O embarque é restrito a mulheres, crianças de até 12 anos acompanhadas por uma mulher, pessoas que se identificam com o gênero feminino e homens que estejam acompanhando mulheres com deficiência.
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Combate ao assédio
Segundo a prefeitura, a ideia é oferecer mais segurança, conforto e tranquilidade para mulheres durante os deslocamentos diários.
A criação das linhas especiais aconteceu após diversas reclamações e relatos de assédio dentro do transporte público.
A iniciativa também abriu espaço para maior presença feminina na operação dos ônibus, já que todas as motoristas do programa são mulheres.
Repercussão positiva
E o ônibus rosa repercutiu bem.
“Finalmente pensaram na segurança das mulheres”, comentou uma mulher nas redes sociais.
Outras pessoas elogiaram o fato de o projeto unir prevenção, acolhimento e tecnologia no transporte público.
Especialistas afirmam que experiências semelhantes já existem em alguns países, mas Maceió se tornou a primeira capital brasileira a transformar a proposta em política pública oficial.
Agora, a expectativa é que outras cidades acompanhem o exemplo e ampliem medidas de proteção para mulheres no transporte coletivo.

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