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Ciência vai estudar irmãs brasileiras centenárias para descobrir segredo da longevidade

Rinaldo de Oliveira
28 / 06 / 2026 às 13 : 11
A ciência vai estudar as irmãs brasileiras centenárias reconhecidas como as mais velhas do mundo para investigar genes ligados à longevidade. Já fizeram coleta de sangue no Rio. — Foto: Reuters/Tita Barros
A ciência vai estudar as irmãs brasileiras centenárias reconhecidas como as mais velhas do mundo para investigar genes ligados à longevidade. Já fizeram coleta de sangue no Rio. — Foto: Reuters/Tita Barros

Que DNA forte tem essa família? A ciência vai estudar as irmãs brasileiras centenárias reconhecidas como o trio de irmãs vivas mais velhas do mundo para tentar desvendar os segredos da longevidade humana.

As irmãs Zulina, de 103 anos, Zoraide, de 104, e Levita, de 109 anos, fizeram esta semana a coleta de sangue para estudos genéticos, no Rio de Janeiro, Brasil, e vão participar do Projeto DNA Longevo, pesquisa coordenada pela geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP).

Juntas, elas somam impressionantes 316 anos de vida e vão ajudar a entender por que algumas pessoas conseguem chegar aos 100 anos mantendo boa saúde física e mental. Como mostramos aqui no Só Notícia Boa, elas receberam reconhecimento internacional da organização LongeviQuest pelo recorde de longevidade.

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Busca pelos “genes protetores”

Os pesquisadores querem descobrir se existem fatores genéticos responsáveis por proteger o organismo contra doenças, envelhecimento acelerado e perda cognitiva.

“Por meio de testes de DNA, buscamos genes protetores”, explicou à Reuters a dra. Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Pesquisa do Genoma Humano da USP.

A dra. Mayana explicou que famílias com vários centenários são extremamente importantes para esse tipo de pesquisa porque ajudam a identificar padrões hereditários ligados à longevidade.

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Vida simples e saudável

As irmãs atribuem a longa vida a hábitos simples, alimentação natural e rotina ativa desde a infância.

Zulina relembra que cresceu pescando, nadando em rios e consumindo alimentos frescos. “Tudo era fresco. Não tínhamos geladeira”, contou.

Já Zoraide destacou a importância da amamentação e dos cuidados básicos com a saúde ao longo da vida.

Levita trabalhou como artesã e também em emissora de televisão. Zoraide atuou como enfermeira e criou cinco filhos. Zulina foi dona de casa e criou seis filhos.

500 centenários serão estudados

Os pesquisadores acreditam que fatores genéticos podem explicar por que algumas pessoas conseguem preservar o coração, os músculos e a função cognitiva mesmo após os 100 anos.

O projeto pretende estudar pelo menos 500 centenários brasileiros para ampliar as conclusões sobre envelhecimento saudável.

Segundo João Paulo Guilherme, pesquisador que participa do estudo, a ideia é identificar características capazes de ajudar futuras gerações a envelhecerem com mais saúde e qualidade de vida.

União também faz diferença

Além da genética, especialistas destacam outro fator importante na história das irmãs: a rede de apoio familiar.

As três vivem próximas umas das outras e mantêm forte convivência familiar há décadas.

Para os pesquisadores, essa conexão afetiva também pode ter contribuído para a saúde emocional e a longevidade do trio.

A história das irmãs brasileiras mostra que envelhecer bem pode envolver ciência, genética, hábitos saudáveis e, principalmente, relações construídas com carinho ao longo da vida.

Zoraide e Levita foram as primeiras a fazer a coleta de sangue para a pesquisa sobre longevidade. — Foto: Reuters/Tita Barros.
Zoraide e Levita foram as primeiras a fazer a coleta de sangue para a pesquisa sobre longevidade. — Foto: Reuters/Tita Barros.
A ciência vai estudar as irmãs brasileiras centenárias reconhecidas como as mais velhas do mundo para investigar genes ligados à longevidade. Já fizeram coleta de sangue no Rio. — Foto: Reuters/Tita Barros
A ciência vai estudar as irmãs brasileiras centenárias reconhecidas como as mais velhas do mundo para investigar genes ligados à longevidade. Já fizeram coleta de sangue no Rio. — Foto: Reuters/Tita Barros
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