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Chuva de meteoros será visível no Brasil informa a NASA: até 20 por hora

Rinaldo de Oliveira
14 / 09 / 2026 às 10 : 21
As Orionídeas são formadas por partículas deixadas pelo cometa Halley. A chuva pode produzir de 10 a 20 meteoros por hora. - Foto: NASA/JPL
As Orionídeas são formadas por partículas deixadas pelo cometa Halley. A chuva pode produzir de 10 a 20 meteoros por hora. - Foto: NASA/JPL

Prepare-se para a próxima chuva de meteoros: as Orionídeas. O pico será na noite de 21 para 22 de outubro e as estrelas cadentes poderão ser vistas a olho nu aqui no Brasil. Em locais escuros, são esperados de 10 a 20 meteoros por hora, informou a NASA.

E não será necessário telescópio ou qualquer equipamento especial, basta que o céu esteja limpo onde você estiver.

A NASA informoi que o fenômeno estará ativo entre 2 de outubro e 7 de novembro de 2026. Mas o melhor momento para observar será na noite de 21 para 22 de outubro, quando ocorre o pico da chuva.

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Restos do cometa Halley

As Orionídeas são conhecidas pela velocidade. Os meteoros entram na atmosfera terrestre a aproximadamente 66 quilômetros por segundo e alguns deixam rastros luminosos que permanecem visíveis por alguns segundos. O espetáculo tem ligação direta com um dos cometas mais famosos da história.

O cometa Halley passou pela última vez próximo da Terra em 1986 e só deverá voltar à região interna do Sistema Solar em 2061. Mas os fragmentos deixados por ele continuam produzindo duas chuvas de meteoros: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.

As Orionídeas surgem quando a Terra atravessa uma região do espaço onde ficaram partículas liberadas pelo cometa Halley ao longo de passagens anteriores pelo Sistema Solar. Quando esses pequenos fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade, aquecem e produzem os riscos luminosos que enxergamos no céu.

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Para que lado olhar

A NASA confirma que as Orionídeas podem ser observadas tanto no Hemisfério Norte quanto no Sul, principalmente depois da meia-noite.

Para quem está no Brasil, a recomendação é procurar um lugar escuro, afastado de postes e da iluminação das cidades, deitar ou se acomodar confortavelmente e ficar com os pés aproximadamente na direção nordeste.

Não é necessário ficar olhando diretamente para a constelação de Órion. Apesar de os meteoros parecerem surgir naquela região do céu, eles podem ser vistos em várias direções. A NASA recomenda observar uma grande área do céu, de preferência entre 45 e 90 graus distante do ponto de origem aparente da chuva.

Lua vai atrapalhar em 2026

Neste ano, haverá um obstáculo para quem quiser acompanhar o fenômeno. A Lua estará aproximadamente 80% iluminada durante o pico das Orionídeas. A luminosidade poderá esconder os meteoros mais fracos, principalmente no início da madrugada.

A American Meteor Society informa que haverá algumas horas de céu mais escuro entre o momento em que a Lua se põe e o amanhecer. O horário varia conforme a cidade.

Outro fator importante é a iluminação urbana. Quanto mais escuro o lugar, maior será a chance de perceber os meteoros de menor brilho.

Olhos precisam se acostumar ao escuro

A NASA recomenda permanecer pelo menos 30 minutos longe de telas e luzes fortes para que os olhos se adaptem à escuridão.

Telescópios e binóculos não ajudam nesse tipo de observação porque reduzem o campo de visão. O melhor é olhar para a maior porção possível do céu.

Se as nuvens atrapalharem justamente na noite do pico, ainda haverá possibilidade de observar algumas Orionídeas nos dias seguintes, já que a chuva continua ativa até 7 de novembro.

O pico da chuva de meteoros será na noite de 21 para 22 de outubro. - Foto: James McCue/Reprodução
O pico da chuva de meteoros será na noite de 21 para 22 de outubro. – Foto: James McCue/Reprodução
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