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Meninas de 14 anos criam tecnologia contra fake news, vencem concurso e ganham viagem à Nasa

Lorena Fassina
18 / 10 / 2026 às 08 : 03
Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos, venceram competição nacional com tecnologia contra fake news. Foto: Agencia Brasil / Renan Braz/Divulgação.
Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos, venceram competição nacional com tecnologia contra fake news. Foto: Agencia Brasil / Renan Braz/Divulgação.

Três meninas de 14 anos, de Recife (PE), criaram uma ferramenta contra fake news, venceram uma competição nacional de tecnologia e ganharam uma viagem à Nasa, nos Estados Unidos. Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira desenvolveram uma plataforma que ajuda as pessoas a identificar riscos antes de compartilhar conteúdos na internet.

As estudantes são alunas do 9º ano do Colégio e Curso Desafio e conquistaram o primeiro lugar no HackaNAV 2026, concurso de inovação promovido pelo Nave a Vela, da Arco Educação. Como prêmio, as três terão uma experiência de imersão tecnológica na agência espacial norte-americana.

Batizada de Pense Bem, a criação nasceu da preocupação das adolescentes com o avanço das notícias falsas, especialmente aquelas produzidas com inteligência artificial. A proposta é incentivar as pessoas a refletirem sobre as consequências de uma publicação antes de compartilhá-la, informou a Agência Brasil.

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Como funciona a ferramenta contra fake news

O Pense Bem permite que o usuário avalie uma publicação antes de divulgá-la. A plataforma apresenta perguntas para identificar possíveis riscos, como o uso de inteligência artificial, a presença de pessoas reconhecíveis nas imagens e a autorização para compartilhar aquele material.

O sistema também questiona se os fatos apresentados correspondem à realidade. Com base nas respostas, classifica o nível de risco e sugere mudanças que podem evitar a circulação de desinformação e possíveis danos às pessoas envolvidas.

A ferramenta contra fake news já está disponível na internet, mas ainda passa por melhorias antes do lançamento oficial. A ideia é que ela ajude os usuários a perceber consequências que muitas vezes passam despercebidas na hora de fazer uma postagem.

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Meninas pesquisaram impactos das notícias falsas

Para desenvolver a tecnologia, Alice, Beatriz e Letícia realizaram pesquisas e conversaram com professores, estudantes e especialistas. Durante o trabalho, descobriram como uma informação falsa pode prejudicar a vida pessoal, as relações sociais e até a saúde emocional de alguém.

Beatriz explicou à Agência Brasil que uma notícia falsa criada sobre outra pessoa pode afetar diretamente seu bem-estar psicológico. Para a estudante, o problema também vai além das redes sociais, já que a desinformação pode prejudicar a democracia.

Alice contou que o projeto mudou até a maneira como ela própria utiliza a internet. Agora, antes de acreditar ou compartilhar uma informação recebida pelas redes sociais ou em grupos de mensagens, procura verificar sua origem e se os fatos são verdadeiros.

Letícia também percebeu a importância da educação digital ao observar pessoas próximas sendo afetadas por notícias falsas. A experiência mostrou às três como a tecnologia pode ser utilizada não apenas para criar conteúdos, mas também para proteger quem os recebe.

Concurso garantiu viagem à Nasa

O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional que incentiva estudantes a desenvolver soluções tecnológicas para problemas reais. Nesta edição, o desafio foi justamente criar ferramentas para enfrentar a desinformação digital.

Além do Pense Bem, as meninas desenvolveram outra plataforma, chamada Fato ou Boato. Nela, o usuário pode inserir o link de uma notícia para que o sistema analise sua veracidade.

O trio também pretende levar o aprendizado para outras escolas. Entre os próximos passos estão jogos educativos e atividades de formação para ensinar crianças e adolescentes a utilizar a internet com mais responsabilidade.

A conquista abriu novas possibilidades para o futuro das três estudantes. Alice e Letícia passaram a considerar carreiras ligadas à tecnologia, enquanto Beatriz sonha em cursar Medicina.

Agora, as adolescentes se preparam para conhecer a Nasa, uma oportunidade conquistada com um projeto desenvolvido ainda no ensino fundamental.

Da sala de aula em Recife para uma experiência na agência espacial dos Estados Unidos, as três mostraram que boas ideias podem começar cedo e ganhar o mundo.

Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos, venceram competição nacional com tecnologia contra fake news. Foto: Agencia Brasil / Renan Braz/Divulgação.
Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos, venceram competição nacional com tecnologia contra fake news. Foto: Agencia Brasil / Renan Braz/Divulgação.
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