Eleições nos EUA: Obama, Flávio e inflação provocam votação antecipada recorde e podem enfraquecer Trump

As eleições nos EUA, nesta terça-feira, 3 de novembro, podem tirar a maioria de Donald Trump no Congresso e enfraquecer o presidente nos dois últimos anos do mandato. O ex-presidente Barack Obama voltou às ruas para impulsionar os democratas. Outros pontos que pesam contra Trump são a guerra contra o Irã, em que ele gastou US$ 37,5 bilhões, o aumento da inflação no país e recentemente o abrigo dado a Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil para os EUA após ser derrotado nas eleições brasileiras.
Nos Estados Unidos o tema imigração é sensível. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara e vários congressistas apontam uma forte contradição na postura de Trump. Eles argumentam que a administração republicana adota políticas imigratórias extremamente rígidas e nega asilo a refugiados, mas “estende o tapete vermelho” e concede vistos rápidos para aliados políticos, como Flávio Bolsonaro.
Isso fez o povo correr para votar. A votação antecipada já bateu recorde: mais de 53 milhões de norte-americanos foram às urnas antes do dia oficial da eleição. Nos 27 estados que divulgam a filiação partidária dos votantes antecipados, 43,1% dos votos registrados vieram de eleitores cadastrados como democratas, contra 31,7% de republicanos. Esses números não revelam em quem cada pessoa votou, mas mostram uma mobilização importante às vésperas da eleição que renovará as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado. A disputa pode mudar o equilíbrio de forças em Washington e dificultar a aprovação de projetos defendidos por Trump.
Democratas lideram pesquisas
O levantamento do Election Lab mostra que, entre os eleitores antecipados dos 27 estados que informaram filiação partidária, aproximadamente 43% são democratas, 31,7% republicanos e 25% independentes ou de outras legendas. Esses percentuais mostram o partido ao qual os eleitores estão registrados, não necessariamente em quem votaram.
As pesquisas nacionais também mostram vantagem dos democratas nas intenções de voto para o Congresso.
No Senado, a disputa é mais apertada, embora modelos eleitorais também indiquem a possibilidade de mudança no controle da Casa.
Leia mais notícia boa
- Exportações de produtos brasileiros beneficiados pelo acordo Mercosul-UE crescem 21%
- Brasileiro ganha 1º lugar mundial de fotografia com imagem do Cerrado; concorreu com 177 países
- Novembro terá 3 chuvas de meteoros, superlua e estrela desaparecendo atrás da Lua; veja datas
Obama volta aos palanques para ajudar os democratas
O ex-presidente Barack Obama voltou a aparecer em público nos últimos dias para impulsionar os candidatos democratas e tentar ampliar a participação dos eleitores nas eleições de terça-feira. Neste sábado, 24 de outubro, ele participou de dois grandes comícios, em Cleveland, no estado de Ohio, e em Detroit, no Michigan. Milhares de pessoas compareceram aos eventos para ouvir o ex-presidente, que fez críticas ao governo Trump.
Em Cleveland, Obama afirmou que os eleitores tinham a oportunidade de dizer basta ao que classificou como dois anos de caos, crueldade, corrupção e incompetência. Ele também criticou o aumento do custo de vida e o comportamento de integrantes do governo republicano. Em Michigan, Obama pediu votos para Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado, e Jocelyn Benson, candidata ao governo estadual. O ex-presidente também criticou as tarifas comerciais impostas por Trump ao Canadá.
Na quarta-feira, 28 de outubro, Obama voltou a discursar, desta vez na Geórgia, em apoio ao senador Jon Ossoff e à candidata ao governo estadual Keisha Lance Bottoms. No discurso, o ex-presidente ironizou as reformas luxuosas promovidas por Trump na Casa Branca e acusou o governo de criar distrações enquanto a população enfrenta dificuldades econômicas.
Obama, que governou os Estados Unidos de 2009 a 2017, continua sendo uma das principais figuras do Partido Democrata. A participação dele na reta final da campanha é uma estratégia da legenda para mobilizar eleitores, especialmente jovens e a população negra.
Entrada de Flávio Bolsonaro gera críticas a Trump
Além das disputas internas, Trump enfrenta críticas pela decisão de autorizar a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, depois da derrota do senador brasileiro para Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro.
O tratamento concedido ao brasileiro provocou reação dos democratas norte-americanos, que questionaram a diferença entre a acolhida oferecida à família Bolsonaro e as dificuldades enfrentadas por estrangeiros que tentam entrar legalmente nos Estados Unidos.
Em 28 de outubro, o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, ligado aos democratas, questionou publicamente por que pessoas que fogem das guerras no Sudão e da violência no Haiti enfrentam restrições enquanto Flávio recebeu autorização para permanecer no país.
Green card de Flávio
O jornal norte-americano New York Times também publicou informações sobre a possibilidade de o governo Trump acelerar o processo de obtenção de green card de Flávio Bolsonaro, como teria acontecido anteriormente com Eduardo Bolsonaro. A situação chama atenção porque milhares de estrangeiros enfrentam processos migratórios que podem levar anos até a concessão da residência permanente.
Flávio e a família chegaram a Miami em 28 de outubro e receberam autorização temporária de permanência, conhecida como parole, válida até outubro de 2027. A medida não equivale à concessão de um green card.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Trump decidiu pessoalmente permitir a entrada do senador, mas negou que o governo tenha organizado diretamente a saída dele do Brasil. A decisão se tornou mais um motivo de questionamento à política migratória de Trump, marcada pelo endurecimento das regras de entrada de estrangeiros.
O que muda para Trump
Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato são realizadas dois anos depois da escolha do presidente. Elas não substituem o chefe do Executivo, mas podem mudar profundamente a capacidade de governar.
Se perder a maioria na Câmara, Trump enfrentará uma oposição com maior poder para fiscalizar os gastos federais, investigar atos do governo e dificultar a aprovação de projetos.
Caso os democratas também conquistem o Senado, poderão interferir diretamente na aprovação de indicações presidenciais para cargos importantes, incluindo integrantes do Judiciário e da administração federal. Atualmente, os republicanos possuem maioria nas duas casas. Para controlar a Câmara, um partido precisa conquistar pelo menos 218 das 435 cadeiras.
Participação recorde
O aumento da participação antecipada já aparece em estados com disputas importantes, como Texas, Maine, Kansas e Michigan. Uma análise da Associated Press identificou crescimento expressivo na votação antecipada nesses estados em comparação com o mesmo período de 2022.
Os números indicam forte mobilização do eleitorado, mas ainda não permitem cravar o resultado final. Parte dos republicanos tradicionalmente prefere votar presencialmente no próprio dia da eleição.
A apuração dos votos começará após o fechamento das urnas nesta terça-feira. Como os horários variam de estado para estado, os resultados das disputas mais apertadas poderão demorar a ser definidos.

Exportações brasileiras crescem 21% após acordo Mercosul-UE: deu certo!
Menino brasileiro de 9 anos é salvo por doador de medula da Alemanha e ganha “irmão alemão”
Repórter interrompe transmissão ao vivo e entra na enchente para salvar cachorro; vídeo
Vacina contra câncer de pâncreas ativa defesa do organismo em 99% dos pacientes em estudo
Halloween: enfermeiras fantasiam bebês internados na UTI para alegrar os pais; fotos fofas
Exército do Lula inspira movimentos na França, Espanha e Argentina e dobra de tamanho em 2 dias
Filha de faxineira vira médica no mesmo hospital onde a mãe trabalha há 23 anos
Após boicote de Níkolas Ferreira, chef Júlio Ritta serve picanha a 500 pessoas com fome; vídeo
Matheus dos Bombons não vai mais precisar trabalhar e poderá ir na posse de Lula; Janones no caso
Força Nacional vai proteger aldeias Guarani Kaiowá que sofreram ameaças e violência política
Cenoura está de volta! Personagem de Matheus Nachtergaele retorna em Cidade de Deus após 24 anos
Desemprego cai para 5,2% no Brasil, menor nível da história, e número de trabalhadores bate recorde