Família brasileira transforma água salgada em potável e negócio cresce

Uma família do litoral de São Paulo encontrou uma forma prática de lidar com um problema comum de quem vive ou trabalha no mar: a falta de água doce. Eles criaram uma máquina que transforma água salgada em água potável, própria para uso no dia a dia.
A ideia virou negócio e, com o tempo, a empresa passou a atender diferentes regiões do Brasil. O equipamento usa uma tecnologia chamada osmose reversa, que separa o sal e outras impurezas da água do mar.
Hoje, além de facilitar a rotina em embarcações, a solução acompanha o crescimento de um mercado que vem ganhando espaço no mundo inteiro.
Ideia nasceu da vivência no mar
O negócio começou com Wilson Valencio Filho, que nasceu no litoral e cresceu em contato com barcos e pesca. Desde cedo, ele já conhecia bem a rotina de quem passa horas ou dias no mar.
Foi nesse cenário que ele percebeu uma dificuldade constante: conseguir água doce suficiente para as atividades básicas dentro das embarcações.
Com isso em mente, decidiu desenvolver uma solução própria. O primeiro investimento foi de aproximadamente R$ 20 mil, ainda no início dos anos 2000.
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Máquina transforma água do mar em água de uso
O equipamento criado pela empresa funciona com um processo chamado osmose reversa. Na prática, ele filtra a água do mar, retirando o sal e outras impurezas.
Depois desse processo, a água pode ser usada para banho, lavar louça, limpar o barco e até em máquinas de lavar roupa.
Segundo a empresa, cada máquina pode produzir até 130 litros de água doce por hora, o que ajuda bastante quem precisa de autonomia durante viagens mais longas.
Empresa é tocada pela família
Com o crescimento do negócio, a família passou a fazer parte da operação. A filha, Bruna Valencio, entrou como sócia e participa da gestão da empresa.
Outra filha também integra o time, cuidando das áreas financeira e jurídica. A empresa segue com uma estrutura familiar, mesmo com a expansão.
Hoje, a Sincro já tem representantes em cidades como Itajaí, Angra dos Reis e Paraty, além de outros pontos do litoral de São Paulo.
Produção nacional facilita entrega
Um dos pontos que a empresa destaca é o fato de toda a produção ser feita no Brasil. As peças são nacionais, o que ajuda a reduzir o tempo de espera.
Na prática, isso permite que os equipamentos estejam disponíveis com mais rapidez, sem depender de importação.
Além disso, os preços são definidos em real, o que evita variações por causa do dólar e facilita a negociação com os clientes.
Mercado cresce no mundo todo
O setor de dessalinização tem crescido nos últimos anos, acompanhando a busca por alternativas de acesso à água.
De acordo com a Fortune Business Insights, o mercado movimentou cerca de US$ 27,8 bilhões em 2025 e pode chegar a US$ 59,3 bilhões até 2034.
Esse avanço tem relação com a necessidade de soluções mais práticas em regiões costeiras e locais com dificuldade de abastecimento.
Uso facilita rotina no dia a dia
Para quem vive em embarcações, ter acesso à água doce faz diferença na rotina. Sem o equipamento, é preciso armazenar água ou parar com frequência para reabastecer.
Com o dessalinizador, esse processo fica mais simples e automático, garantindo mais autonomia durante as viagens.
A tecnologia também pode ser usada em áreas próximas ao mar, onde o acesso à água doce nem sempre é constante.

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