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Quem é a primeira árbitra latino-americana a apitar um jogo masculino na Copa do Mundo

Lorena Fassina
29 / 06 / 2026 às 10 : 15
Katia Itzel García entrou para a história como a primeira árbitra latino-americana apitar comandar uma partida masculina de Copa do Mundo. - Fotos: El País/IFFHS
Katia Itzel García entrou para a história como a primeira árbitra latino-americana apitar comandar uma partida masculina de Copa do Mundo. - Fotos: El País/IFFHS

Fez história. A primeira árbitra latino-americana a apitar um jogo masculino na Copa do Mundo é Katia Itzel García. A mexicana abriu mais uma porta importante para as mulheres no futebol.

O momento histórico foi na última quinta-feira (25), em Kansas City, nos Estados Unidos, durante o jogo entre Holanda e Tunísia, pela última rodada do Grupo F da Copa do Mundo. A partida terminou com vitória da Holanda por 3 a 1. Com o resultado, a seleção holandesa confirmou a liderança do grupo, somou sete pontos e garantiu vaga no mata-mata.

Mas, além do resultado em campo, o jogo também ficou marcado pela presença de Katia no apito. Ela foi a terceira mulher da história e a primeira latino-americana a atuar como árbitra principal em um jogo masculino do torneio. Antes dela vieram a francesa Stéphanie Frappart, na Copa de 2022, e a norte-americana Tori Penso, agora em 2026.

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Quem é Katia Itzel García

Katia Itzel García Mendoza nasceu na Cidade do México e tem 33 anos.

Antes de seguir carreira na arbitragem, ela sonhava em ser jogadora de futebol. Mas, diante da falta de oportunidades para mulheres no esporte em seu país, acabou encontrando outro caminho para continuar perto do campo.

Em 2015, começou a atuar na arbitragem amadora. A evolução foi rápida e consistente. Quatro anos depois, em 2019, recebeu o escudo da FIFA, credencial dada a árbitros autorizados a trabalhar em competições internacionais.

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Carreira cheia de marcas históricas

Desde então, Katia passou a participar de grandes torneios.

Em 2022, apitou a final da Copa do Mundo Feminina Sub-17. Depois, trabalhou em competições internacionais importantes e ganhou espaço também em jogos masculinos.

Em 2024, participou dos Jogos Olímpicos de Paris, atuando em partidas femininas e masculinas.

No mesmo ano, recebeu o Prêmio Nacional do Esporte do México na categoria Arbitragem, um dos reconhecimentos mais importantes do país.

Reconhecimento mundial

Katia também ganhou destaque fora do México. Em 2025, foi eleita a sexta melhor árbitra do mundo pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, a IFFHS.

O reconhecimento reforçou o nome da mexicana entre as principais árbitras do futebol mundial.

Ela também já apitou partidas da Copa Ouro da Concacaf e se tornou uma das referências da arbitragem feminina nas Américas.

Representatividade no futebol

A estreia de Katia como árbitra central em uma partida masculina de Copa do Mundo representa um avanço para mulheres que sonham em ocupar espaços historicamente dominados por homens no futebol.

A presença dela no Mundial mostra que competência, preparo e dedicação podem abrir caminhos.

Mesmo com opiniões divididas sobre alguns lances da partida, o peso histórico da escalação de Katia não passa despercebido.

Ela chegou ao maior palco do futebol mundial depois de anos de trabalho, estudo, treino e resistência.

E, ao apitar uma partida masculina de Copa do Mundo, Katia Itzel García mostrou que o futebol também está mudando dentro das quatro linhas.

Para muitas meninas que sonham com o esporte, ela deixou um recado poderoso: existe lugar para elas no campo, no apito e onde mais quiserem chegar.

Katia Itzel García entrou para a história como a primeira árbitra latino-americana apitar comandar uma partida masculina de Copa do Mundo. - Fotos: El País/IFFHS
Katia Itzel García entrou para a história como a primeira árbitra latino-americana apitar comandar uma partida masculina de Copa do Mundo. – Fotos: El País/IFFHS
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