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Fim das bets: dono da Cimed oferece patrocínio aos times de futebol e diz “Não temos limite”; vídeo

Rinaldo de Oliveira
26 / 09 / 2026 às 10 : 41
João Adibe quer colocar a marca Super, da Cimed, nas camisas como patrocínio os clubes de futebol brasileiros após o fim das bets anunciado pelo governo Lula. - Fotos: reprodução/ Instagram/ @joaoadibe / divulgação
João Adibe quer colocar a marca Super, da Cimed, nas camisas como patrocínio os clubes de futebol brasileiros após o fim das bets anunciado pelo governo Lula. - Fotos: reprodução/ Instagram/ @joaoadibe / divulgação

Times de futebol não precisam mais chorar, após perderem o patrocínio das bets: o presidente da Cimed, o empresário João Adibe, anunciou que pretende patrocinar clubes de todo o Brasil e convidou os dirigentes a procurarem a empresa farmacêutica. A proposta foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais que já tem 1,8 milhão de visualizações. Assista abaixo.

O anúncio veio após o presidente Lula assinar, na sexta-feira (25), uma medida provisória que proíbe as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil. A medida também determina o fim da publicidade e dos patrocínios das bets. Clubes de futebol, que reclamaram muito, terão até 5 de outubro para retirar essas marcas das camisas e de outros materiais publicitários.

No vídeo, João Adibe aparece reunido com integrantes da equipe da Cimed. Ao ouvir que os clubes precisarão encontrar novos patrocinadores, ele anuncia a intenção de ampliar os investimentos da empresa no futebol. E surpreende com uma declaração: “Não temos limite de patrocínio, hein? Não temos limite”, afirmou o empresário.

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O sonho de patrocinar todos os clubes

A Cimed já patrocina o Palmeiras, o Cruzeiro e a Seleção Brasileira. A proposta agora é ampliar a presença da marca Super nos uniformes de outros clubes do país. No vídeo, um integrante da equipe comenta o fim das apostas online e lembra que os clubes terão de retirar as marcas das bets dos uniformes e centros de treinamento.

João aproveita a oportunidade e revela os planos da empresa. “A gente tem um sonho de patrocinar todos os clubes do Brasil através da nossa marca Super”, afirma.

A conversa fica descontraída. Cada integrante começa a defender o próprio time de coração, e surgem nomes como Palmeiras, Cruzeiro e Botafogo. O empresário incentiva a equipe a procurar os clubes e reforça o convite aos dirigentes. “Marca a reunião”, diz um dos participantes da reunião.

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Como as bets chegaram ao Brasil

A história das bets no país começou oficialmente em dezembro de 2018, durante o governo Michel Temer. Naquele ano, o Congresso Nacional aprovou a Lei 13.756, sancionada por Temer, que legalizou as apostas esportivas de quota fixa, realizadas pela internet ou presencialmente.

Jair Bolsonaro entrou, fechou os olhos e passou o governo inteiro sem regulamentar, ou seja, sem delimitar, fiscalizar e dizer como as bets deveriam trabalhar no Brasil e as apostas esportivas continuaram.

Em 2023, já no governo Lula, uma nova legislação estabeleceu regras para o funcionamento das empresas, a tributação e a proteção dos apostadores. Em 2024, o Ministério da Fazenda criou a Secretaria de Prêmios e Apostas e publicou as normas de regulamentação do setor. O mercado autorizado passou a funcionar sob essas regras em 2025. Mas não foi suficiente para conter o poder das bets que tornaram brasileiros dependentes e tiraram milhões de reais de famílias brasileira.

Fim das bets no Brasil

Na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, Lula assinou a Medida Provisória 1.394, que determina o fim da exploração, da oferta e da publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. A proibição inclui as apostas esportivas e os jogos de cassino online, como o popular jogo do tigrinho.

A medida estabelece que os sites e aplicativos das bets deverão sair do ar a partir de 6 de outubro. Os apostadores poderão retirar voluntariamente o dinheiro das contas até 5 de outubro. Os valores restantes deverão ser devolvidos pelas instituições financeiras nos prazos previstos na MP.

A decisão foi anunciada pelo governo como uma medida de saúde pública, diante do crescimento dos problemas relacionados às apostas. E foi considerada eleitoreira pela oposição por acontecer a 10 dias das eleições.

A dependência dos brasileiros

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que, em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa. Desse total, 10,9 milhões apresentavam comportamento de jogo de risco ou problemático. Isso não significa que todos tivessem diagnóstico de dependência.

Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados ao jogo patológico e a problemas com apostas cresceram quase 140% no SUS. O transtorno pode provocar endividamento, ansiedade, depressão e conflitos familiares, além de prejuízos à vida profissional.

Agora, a medida provisória do governo Lula já está em vigor, mas precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

E os clubes que dependiam financeiramente das casas de apostas terão de buscar novos patrocinadores. A Cimed é uma das empresas que manifestaram publicamente interesse em ocupar esse espaço.

João ainda não anunciou quais equipes poderão receber os novos patrocínios nem os valores dos possíveis contratos.

Assista ao vídeo da Cimed sobre patrocínio aos times de futebol que perderam as bets:

 

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João Adibe quer colocar a marca Super, da Cimed, nas camisas dos clubes brasileiros após o fim das bets anunciado pelo governo Lula. - Fotos: reprodução/ Instagram/ @joaoadibe / divulgação
João Adibe quer colocar a marca Super, da Cimed, nas camisas dos clubes brasileiros após o fim das bets anunciado pelo governo Lula. – Fotos: reprodução/ Instagram/ @joaoadibe / divulgação
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